terça-feira, setembro 26, 2006

Bom... comecei a escrever... e tá difícil viu... mas sou brasileira, e não desisto nunca... hahaha =)

domingo, setembro 24, 2006

Por: Maria Clara Bingemer

"Ao contrário dos países hispano-americanos, seus vizinhos, o brasileiro em geral sofre de um ancestral complexo de inferioridade em relação a si mesmo. Esse país não tem jeito, dizemos nós. Não adianta, somos subdesenvolvidos mesmo, repetimos cabisbaixos.

Fomos compostos de degredados e bandidos. Portugal mandou para cá o pior que tinha em suas fronteiras, aquilo que era inaproveitável mesmo. E a partir daí carregamos esse destino de estar por baixo. Comparados com a Argentina somos iletrados. Comparados com o Chile, somos subdesenvolvidos. Comparados com todos, somos inferiores. Somos grandes, mas todos se riem de nossa mania de ser o maior do mundo, achincalhando nossas dimensões e nosso tamanho. Somos um potencial inenarrável, mas temos menos livrarias do que apenas a cidade de Buenos Aires. Nossa taxa de analfabetismo, de pobreza, de contrastes sociais é talvez a maior do continente.

Nossa cordialidade é mal falada. Somos contados no número dos pusilânimes. As greves gerais, as revoluções aqui não vingam e até nosso saldo de mortos em revoluções políticas é menor do que os países irmãos. Essa macabra conta nos põe para baixo em lugar de ser para nós motivo de orgulho. Não conseguimos ser primeiros em nada. Não temos um premio Nobel, enquanto nossos vizinhos têm vários. Não conseguimos sair da categoria da Belíndia, país que carrega em si o saldo de injustiça de ter níveis da Bélgica e da Índia convivendo mais ou menos harmonicamente."


A baixa auto-estima do brasileiro

pelo Prof. Luis Almeida Marins Filho

Talvez um dos maiores problemas que tenhamos no Brasil seja a baixa auto-estima do brasileiro. Como eu sempre digo, o Brasil é um cálice de vinho com meio vinho – metade cheia, metade vazia – mas o brasileiro só consegue enxergar a metade vazia do cálice. O brasileiro consegue desacreditar mesmo das notícias comprovadamente boas sobre nosso país.

E, pode reparar, dá crédito a todas as notícias ruins, sem delas duvidar ou sem conhecer as fontes. Assim, quando os números da inflação, do desemprego ou quaisquer outros negativos sobem, todos comentam e dizem “Êta Brasil! Isto não vai mesmo pra frente!”. E quando os números são positivos, a inflação baixa, o desemprego cai, a criminalidade diminui, logo dizem: “O Governo pensa que pode enganar a gente com essa mentira toda...”. – mesmo que os números positivos nem sejam de organismos do governo. Outro dia vi empresários e pessoas de certa cultura dizendo que a FIPE(USP) e FGV - Fundação Getúlio Vargas – “são órgãos do governo e manipulam todas as estatísticas....” (sic), sendo que todos sabemos serem órgãos dos mais sérios e totalmente desvinculados do governo.

O argentino não fala mal da Argentina para estrangeiros. O americano morre e não fala mal dos Estados Unidos para um não-americano. O alemão só elogia o seu país para os de fora. Mas nós brasileiros temos o incrível hábito de só falar mal do Brasil para nós mesmos e para estrangeiros. Quando o IBGE mostra dados cada vez mais positivos do Brasil, não acreditamos. Quando economistas do mundo inteiro elogiam o Brasil, dizemos que eles não vivem aqui e não sabem a “desgraça” que é este país. Mas quando alguém fala mal do Brasil – logo concordamos – e incentivamos, e ajudamos.

No Brasil confundimos a “Nação” com o “Governo”. A imprensa não fala bem do Brasil porque tem medo de ser considerada “atrelada ao governo”. A maior parte da imprensa (jornais, revistas, TVs, rádios, etc.) em vez de mostrar fatos e dados – negativos e positivos – faz a vez de “partido de oposição” o que absolutamente não deve ser o seu papel diante dos fatos.

Nesta semana, pense nisso. Não terá razão o Prêmio Nobel de Economia, Prof. James Heckman, quando diz que “o maior problema do Brasil é a baixa auto-estima do brasileiro”? Será que melhorando nossa auto-estima não seríamos capazes de fazer um país realmente melhor, com pessoas mais felizes, torcendo para o sucesso ao invés do fracasso; elogiando o certo ao invés de só criticar o erro e ajudando a encher a parte vazia do cálice? Pense nisso. Boa Semana. Sucesso!

Retirado do Blog: http://tstam06.blog.terra.com.br/2006/09/12/
Sem querer eu estava passando por uns fóruns e achei um que tem meio a ver com o nosso recorte do TGI.
Tá aí o link:
Fórum Yahoo!

Definindo os Capítulos

Pensando na divisão dos capítulos da monografia, chegamos a conclusão que no primeiro momento deveriamos abordar o assunto da "brasilidade" funcionando como introdução do nosso TGI, cituando os leitores dos costumes, hábitos e características do povo brasileiro. Feito isso falariamos do problema da baixo auto estima brasileira, relacionando-a a questão com os aspectos negativos que essa atitude causa ao país. E por fim a idéia de criar uma marca com a cara dos brasileiros, que atingisse o público interno e externo.
Enfim, a seleção de capítulos ficaria assim:

¹Brasilidade
²Baixa Auto-Estima dos Brasileiros
³Introdução da "Marca Brasil" no mercado brasileiro

quinta-feira, setembro 21, 2006

Pesquisas

Pesquisas como a realizada pelo Sebrae, em 2002, que identificou a baixa auto-estima e a valorização apenas do que vem de fora como os maiores problemas e os principais pontos fracos do nosso povo. Outra fonte foi o Latinobarômetro, que fez estudo onde se constatou que o brasileiro é o povo com a mais baixa auto-estima de toda a América Latina: apenas 4% dos brasileiros declararam ter muita confiança em seus compatriotas, contra 36% dos uruguaios e 21% dos colombianos, por exemplo.


***A organização Latinobarômetro realiza pesquisas anuais em 17 países da América Latina. Em 2003, perguntou-se aos entrevistados se elas confiavam nas pessoas de seus próprios países. Os resultados foram os seguintes:

No Uruguay, 36% das pessoas disseram que confiavam.
No Panamá, 25%.
Na Bolívia, 21%.
No Equador, 20%.
No México, 19%.
Na Guatemala, 18%.
Em Honduras, 18%.
Na Nicarágua, 18%.
Na Argentina, 17%.
No Peru, 15%.
Na Venezuela, 13%.
Na Colômbia, 13%.
Em El Salvador, 12%.
Na Costa Rica, 11%.
No Chile, 10%.
No Paraguay, 8%.
E no Brasil, apenas 4%.


***A pesquisa A Cara Brasileira, realizada pelo Sebrae em 2002, faz um ranking dos principais pontos fracos do Brasil. Eles são, em ordem decrescente de importância:

. a falta de auto-estima, a valorização apenas do que vem de fora;
. a falta de confiança nas autoridades e no governo;
. um certo desprezo pela técnica;
. a idéia da malandragem como necessidade de tirar partido de tudo, sobretudo em detrimento dos mais humildes;
. a escassa divulgação do trabalho cultural brasileiro em todos os setores;
. o personalismo arrogante, que se coloca acima da lei;
. a convicção de que todo mundo engana, só para ganhar mais dinheiro;
. a ignorância como "profissão de fé" ("se eu consegui ganhar dinheiro sem ler um livro, então...");
. a desonestidade em nome da família e dos amigos; e
. a falta de compromisso em relação aos acordos firmados.
TENTE OUTRA VEZ
(Raul Seixas / Paulo Coelho / Marcelo Motta)

Veja
Não diga que a canção está perdida
Tenha em fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez

Beba
Pois a água viva ainda está na fonte
Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou

Tente
Levante sua mão sedenta e recomece a andar
Não pense que a cabeça agüenta se você parar,
não não não não
Há uma voz que canta, uma voz que dança, uma voz que gira,
bailando no ar

Queira
Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo, vai
Tente outra vez

Tente
E não diga que a vitória está perdida
Se é de batalhas que se vive a vida
Tente outra vez

O melhor do Brasil é o brasileiro

São Paulo, julho de 2004: inspirada na obra de Câmara Cascudo, a frase "o melhor do Brasil é o brasileiro" simboliza movimento lançado pela ABA - Associação Brasileira de Anunciantes e dirigido a toda a Nação com o objetivo de resgatar os níveis de auto-estima do brasileiro, que estão em baixa, e, nesse empuxo, aumentar seu patamar histórico, que nunca foi muito elevado (com raras exceções, como em momentos de grandes conquistas esportivas).

A iniciativa visa inspirar e motivar toda a sociedade civil, o universo empresarial, os veículos de comunicação e as diversas instâncias públicas a desenvolverem esforços pró auto-estima do brasileiro - dentro de seus recursos, responsabilidades e escopo de atuação. Para visitar o site da ABA clique aqui

O meu Brazil é com S

A terceira edição do concurso promovido pelo Istituto Europeo di Design- IED Barcelona, traz o tema"O meu Brazil é com S". Os melhores trabalhos foram expostos na estação de metrô Santa Cecília através do projeto Arte no Metrô.

“O meu Brazil é com S”, título escolhido para convocar este concurso, é parte de uma canção de Rita Lee e Roberto de Carvalho, verdadeiros ícones da canção brasileira dos anos 80.
O refrão diz: “Quem te conhece não esquece / Meu Brazil é com S”. Uma letra que faz referência e critica de maneira susurrante e encantadora - como tudo que é brasileiro- aos abusos que sofreu, como uma terra que, de uma maneira ou outra, leva mais de 500 anos sendo colonizada.
Por isso, e por muito mais, invertemos as coisas e também trocamos o S de Superman -símbolo do colonialismo e capitalismo mundial- pelo Z, agora não mais com os sérios azul e vermelho, mas sim, estridentemente verde e amarelo, dentro de um lozângulo, como a bandeira brasileira, cheia de vida. Um “Zuperman” terrenal, bem moreno, sofridor, gozador e que usa sandálias.
Um “Zuperman” que continua fortemente unido a sua raíz e que dá risada daquele outro, aquele que hoje caminha incômodo com uma pedra no sapato por causa de um certo presidente de esquerda, sindicalista e barbudo, mas eleito democraticamente, que chegou para lembrar a todos que América do Sul também existe além dos trópicos." Para visitar o site do projeto clique aqui

domingo, setembro 17, 2006

Ser brasileiro é orgulhar-se e envergonhar-se ao mesmo tempo.

Mas afinal, o que é desvalorizado?

Por sugestão do prof. Fabrizio, tentamos ilustrar com exemplos presentes no nosso cotidiano como desvalorizamos o Brasil de forma até mesmo inconsciente.

No geral o brasileiro tem mania de usar como referêncial tudo o que o vêm de fora. A força da palavra "importado" tem um grande poder de status.

Desvalorização do Turismo:
Qual soa mais bonito?
- "Passei minhas férias em Paris."
- "Passei minhas férias na Bahia."

A glamourização de países extrangeiros em comparação com os estados nacionais.

Desvalorização Cultural:
"O artista fulano de tal da Alemanha vem fazer uma exposição aqui no Brasil."
"Entrou em cartaz uma nova peça da Broadway"
"Aluguei um filme francês"

A falta de atenção e cuidado com os artistas brasileiros que também possuem o seu mérito, estudo e conhecimento sobre suas áreas.

Desvalorização do Produto Nacional:
"Comprei um carro importado"

A supervalorização e o enorme respeito (status) pelo produto extrangeiro. Consumo descritivo.

Desvalorização do povo:
"Tinha que ser brasileiro"

A total desvalorização do povo brasileiro pelo próprio brasileiro, percebe-se aqui a nítida falta de nacionalismo.

Principais assuntos

Procuramos fazer um apanhado de assuntos interessantes que estão contidos no nosso recorte. Assim vai ser mais fácil na procura da nossa bibliografia e na iniciação do nosso TGI.

O Contexto histórico da desvalorização do Brasil seria então a época que ocorre a ditadura militar, 64 a 89. O sentimento imposto de amor pelo Brasil, "Ame-o ou Deixe-ou", "Ninguém segura este país","Eu te amo meu Brasil". O predomínio das multinacionais sobre a economia brasileira, o seu domínio sobre os órgãos formadores da opinião pública, o controle das redes de comunicação de massa. Enfim a influência dessa época sob o povo brasileiro.

A classe média acritica que nasceu nessa época, que deixou se influenciar por toda essa questão governalmental conturbada. E a repercurssão que isso levou aos dias atuais.

Desvincular a pátria de política. O Brasil continua sendo o Brasil independente de quem nos governa. O presidente ser fulano ou ser ciclano é apenas um fato momentaneo, mútavel em 4, 8 anos. A consciência de amor pela pátria deve vir a cima disso.

Riqueza da diversidade cultural. Como nós brasileiros, apesar de todas as nossas diferenças culturais, regionais, raciais... conseguimos viver harmoniozamente em uma nação que tem proporção continental.

Bibliografia

Apresentamos um total de 6 livros que poderiam conter na nossa bibliografia ao prof. Fabrizio. Porém parece que abrangemos demais o nosso recorte. No momento então ficamos com apenas três deles:
O povo Brasileiro - Darcy Ribeiro
Aborda a temática do homem cordial, a hospitalidade do povo Brasileiro.
O Brasil como Problema - Darcy Ribeiro
Diversos escritos do autor, que tentam explicar porque o sistema brasileiro é falho.
Presença dos Estados Unidos no Brasil (dois séculos de história) - Moniz Bandeira
Conta a história de quando o Brasil começa a pensar em uma reestruturação dos moldes da sociedade brasileira, tendo como suas propostas, deixar o Brasil colônia para trás, a fim de visar uma sintonização do país com seu tempo. O país pensando em começar uma nova era, um novo tempo e nesse mesmo tempo o Brasil viveu momentos de delírio, desejando romper com tudo o que era ligado ao passado, buscando um "nacionalismo" exacerbado; seguindo a risca tudo o que acontecia nos Estados Unidos.

terça-feira, setembro 12, 2006

Escolhendo um Recorte

Após “turismo” ser sugerido como tema do nosso TGI pelo professor Fabrizio, inciou-se o trabalho da escolha de um recorte que agradasse a dupla em geral.

No meio de várias idéias, a sugestão que mais destacou-se foi a de abordar a questão da desvalorização do nosso país, pelos próprios brasileiros. A idéia surgiu quando eu, Bruna, encontrei uma amiga no Shopping Paulista e soube que ela estava trabalhando como vendedora na loja BR 111. Uma loja de artigos para turistas, suvenirs em geral. Blusas, chaveiros... Conversando com ela, soube que a maioria dos produtos eram comprados por estrangeiros. A pequena parcela de brasileiros que consumiam os produtos da loja, interessavam-se principalmente pelas camisas de futebol do Brasil, ainda mais em ano de copa.

A primeira idéia que surgiu então foi reformular os produtos da BR 111 afim de que ela atingisse os consumidores brasileiros, também.

Levamos essa sugestão até os colegas de classe procurando melhorar a nossa idéia. Conversa e mais conversa, concluímos que seria mais fácil criar uma marca que tivesse a cara do Brasil. Só que pra isso acontecer, teríamos que estudar porque grande parte dos brasileiros dá preferência a produtos internacionais, associando marcas importadas diretamente a questão da qualidade.

Foi assim que surgiu nosso recorte:

Como a desvalorização do Brasil pelo próprio brasileiro contribui negativamente com a comercialização da “Marca Brasil”.